Domingo, 4 de Dezembro de 2005

Acordei no meu quarto hoje...

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Tento ser forte,tento não me deixar afectar pelo que me dizem os outros...como se isso fosse dar a mão à palmatória,ou ceder,ou falhar.
Como se fosse um crime deixar o coração amolecer.Um crime o que os outro têm para me dizer.Há guerra no meu coração quando isso acontece.

Sento-me na cama e fico a olhar para a janela,lembro-me de um sonho ou dois como sempre.Sempre tão estranhos e verdadeiros.Lembro-me da noite e das palavras.

Não as quero aqui,serviram o seu propósito mas não me orgulho delas.Também não me envergonho...foram-me muito úteis,acalmaram o meu coração.
Poucas coisas me dispertam e o sonho é uma delas.Nessas alturas de memórias passadas não consigo ficar sem reagir...e quando sinto,sinto-o completamente.
Nesses minutos não existe meio termo,são minutos de extremos opostos.Cortam-me,dividem-me em dois.E privam-me de metade de mim...
Não quero que os outros tenham uma influência tão poderosa na minha vida mas não o consigo evitar.É como ler poesia e tentar não compreender.
Então de vez em quando lembram-me inadvertidamente de tudo o que eu não quero recordar,por letras do meu próprio pensamento e como uma pequena bola de sabão eu rebento.No silêncio do meu quarto.

A verdade é que amo e odeio as pessoas,porque as compreendo,porque não as compreendo,porque me tocam e porque não me tocam.Porque sabem o que estão a fazer e nem imaginam aquilo que criam.E eu também sou assim.
O meu maior problema é quando os mundos colidem...nunca aprendi as regras desse jogo.E às vezes pergunto-me se alguma vez aprenderei.Sempre imagino que uma parte de mim morreria com isso,mas acredito que no fundo me dexaria ser mais eu que nunca.Não sei falar do que nunca aprendi.

Bebo chá vermelho em frente do computador,ainda é cedo,já é tarde...olho para os livros encima da minha mesa.Sorrio-lhes porque sei que não têm as respostas ás minhas perguntas,mas amo-os na mesma.Fico no vapor que sobe...ainda inexplicada.
Queria não querer,mas é impossivel, e pouco saudável...como se fosse saudável ficar doente.Coisas estranhas os sonhos.

Não me esquecerei...nunca consigo esquecer,expecialmente promessas que faço.
Encontrar a suavidade é a unica coisa que quero.

***Aware
publicado por aware às 14:17
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2 comentários:
De a 5 de Dezembro de 2005 às 02:41
O que dizes suaviza-me o coração quase instantaneamente...já vi que gostas de me recordar os meus sonhos mais doces!:)Obrigada por estares aí****aware
(http://pilgrimhearts.blogs.sapo.pt)
(mailto:jani_fullmoon@hotmail.com)
De a 4 de Dezembro de 2005 às 19:45
não te preocupes em aprender. tenta equilibrar-te com suavidade. mesmo que te pareça invisivel, há aqui uma rede suave para ti :)Vincent
(http://www.alinhadesombra.blogs.sapo.pt)
(mailto:vincent-x@sapo.pt)

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