Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

...o abraço de mil irmãos...

origami 005.jpg


''Por mais viagens que faça vou sempre dar ao mesmo sitio...''

Foi isso que pensei quando desci do comboio,olhei para a placa com o nome da cidade e por mais frio que estivesse não consegui apressar o passo...já conheço este caminho.
Ultimamente tenho-me perdido nas perfeições,confundem-me.Torna-se dificil escrever mas estou aqui.Vinda,mais uma vez,de um sitio que amo perguntando-me o porquê da separação.O porquê da minha separação...

Sinto-me como uma história sem sentido...uma noticia sem interesse que já todo o mundo ouviu...uma abstracção de um recorte de jornal.

Alguém dejá-vu.

Lembro-me do frio e da felicidade que ele não conseguiu matar...as caras e os corações quentes.O som de sorrisos...Sintra.
Vivi-me completamente naquelas horas,é realmente verdade que a felicidade acontece sempre inexplicávelmente.Tentar descrever o prazer de beber água...
Agora penso em mil coisas e em nenhuma outra vez,perco-me nas perfeições,estão em todo o lado e confundem-se repito-me...engano-me,outra vez.Torno-me o tédio da inutilidade...Sim estou a perder-me...que esperavam?

Mas mesmo assim não consigo esquecer o rigor daquele amor...daquele lugar.

A intenção...a devoção,a lealdade.

Aware
publicado por aware às 23:49
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006

No more I love you's...

kiss me.jpg

Se me fazes chorar...transforma as minhas lágrimas em vinho...

...não me deixes no silêncio deste amor.
Há um beijo a dormir no meu coração.Amanhã vou-me embora...

Vou encontrar-me.Sem ti...

Aware
publicado por aware às 21:15
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

The Art of Peace

alone in the beguining.jpg

Two

''One does not need buildings, money, power, or status to practice the Art of Peace. Heaven is right where you are standing, and that is the place to train.''-O.Sensei

...

Penso no meu caminho...penso em quem me tornei.Penso em tudo o que perdi e em como isso me tornou melhor,sim melhor.
Oiço a musica,bebo chá e seguro o meu livro...seguro-me a mim.Oiço o bater do meu próprio coração.Estou bem...sou eu.
A batalha é aqui,bem dentro de mim.O sofrimento e a paz sou eu...a poesia sou eu.
O eu perde-se só o vazio resta,o vazio e as estrelas gélidas brilhando como ideias perdidas...perdidas no tempo irreal.

O meu coração de carvão bate em pequenos movimentos de pó sob a pressão do vazio absoluto,numa gaiola dourada de dor.

Esta é a minha tranquilidade.

Respiro e sinto a minha alma em cada respiração...muitos a sentem mas ninguém a vê.Sorrio...amarga...docemente e o ódio gira no vazio.Olho para ele e oiço a minha voz dizer ''sim''.
O ódio é sempre um grande ''Sim''...é como o fogo,pode ser utilizado mas nunca lhe podemos perder o respeito.Quero poder olhar para o meu ódio assim e sei que hei de engolir as chamas...mas também o hei de fumar em noites como esta,calmamente.

O meu caminho é meu sinto-o solitário e certo.Não existe nada mais belo que esta ...dor...

Aware
publicado por aware às 23:17
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Não...não....não,não,não...

ahhhhhhhhhhhhhh!.jpg

Tudo é tão triste...

Sinto-me tão ridícula,sinto-me tão zangada.

Tão sozinha.

Nadamos todos num mar de corpos que se afogam...naquilo que não tem nome.O sofrimento,a loucura,o suor frio a escuridão liquida.

O horror...

...a calma!

O sofrimento não tem limites dentro do meu corpo...é o meu sangue.E o meu sangue ferve esta noite,o meu sofrimento uiva e ecoa no silêncio.Arde.
Lembro-me que ontem e na noite anterior...e na noite anterior,chorei até adormecer.Um dia vou gritar até adormecer,vou perder-me.

Vou morrer a gritar o teu nome.

Onde quer que estejas!Maldito sejas!!!

Aware
publicado por aware às 01:26
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

something something...

alone thinking of you.jpg

Oiço a mesma musica infinitamente...

...''letting the cables sleep''

Espero que alguém chame o meu nome,espero para viver e para morrer...qual é a diferença?O mundo é frio,como tu...
Estou demasiado cansada,demasiado sozinha para me lembrar das coisas boas.

Ponho gelo no joelho...e espero.

As memórias veem mas o mel já não.Apagou-se com o tempo...agora desenha-se a solidão.Num corpo de pedra...onde está o meu coração?

O amor morreu,matei-o outra vez...outra vez,outra vez,outra vez.

Porque ninguém chamou o meu nome.

Aware

publicado por aware às 01:19
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Breathing...

h.jpg

Por momentos senti o coração apertado...

Acordei e fiquei na cama,a olhar para o meu quarto na luminosidade fria da manhã.Lembrei-me do meu ultimo sonho...

''Como chamamos uma pessoa que entende uma verdade mas não pode explicá-la em palavras?
- Um mudo comendo mel...''

Então todas as palavras desapareceram.

Mesmo antes de eu as poder escrever...e nasceu um silêncio de mel.Tão espesso que mesmo agora quase o sinto na boca...senti-o no corpo como uma onda.
Envolveu o meu coração e o tempo abrandou.

Tudo o resto me pareceram cores frias e folhas secas...o dia de hoje passou...desfez-se em azuis e estrelas.A lua mingua...

Algumas preocupações giram no vazio e desaparecem...fica a memória.Memórias...imagens,desenhos de sensações e o mel,sempre o mel.
Oiço musica para passar o tempo e o tempo passa devagar.
Já nada me parece muito importante...porque me sinto bem.Talvez...

Não vou escrever o que não tem nome.Não consigo...em vez disso escrevo-lhes o silêncio de mel.

Mel...puro mel....

Aware
publicado por aware às 18:47
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

alone...without you

noite.jpg

Mergulhada no sono quente espero.

Sei que não devia...

Lavo as minhas feridas,ardem mas não desaparecem.Tive de me cortar...para caber no meu mundo outra vez.Agora sinto-me em casa,pela primeira vez desde que cheguei.Não sei por quem espero...

Não há cura...só sobra o veneno de todas estas mentiras.
Bebo-o até à ultima gota,completamente...a minha alma liquefaz-se e escorre agora para o chão,para este solo,para este deserto de pó que suga as almas e se mantém sempre faminto.Esta terra mata-me...e eu continuo a amá-la.
Não compreendo mais que esta tristeza.
Vou sair para a noite,deixar mais uma vez que me roubem pedaços da alma pelos olhos e pela boca,enquanto me perco no som de um falso coração.
Falta-me um corpo...não existe.Tenho de me esquecer.

Bebi toda a minha dor...

A verdade morreu,fui eu que a matei.Só por crueldade...

Aware
publicado por aware às 20:50
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Nezumi

my friend.JPG


Nasceste no ano do Rato...nezumi.

'Só através dos desgostos e mágoas aprendemos o que não está escrito nos livros.'
(provérbio japonês)

Aware
publicado por aware às 23:11
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

imperfection

1128180150_f.jpg

Onde estás?

...porque não me encontras...porque me abandonaste?...

Não consigo suportar isto.É demasiado frio e escuro...e feio.Não quero isto.

Quero-te a ti.

O mundo morreu para mim.A realidade,os sonhos...

Nunca mais quero falar,quero dormir para sempre,quero esquecer que te inventei procurando-me,nunca mais quero que ninguém me veja...
Nunca mais quero o meu coração em outras mãos,nunca mais quero que me olhem nos olhos...Quero todas essas impossibilidades.

Perdi a minha alma.

Choro todas as noites...Já chega...

...
publicado por aware às 22:10
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

the eternity of the night

 

  Há meia noite saí de casa.

Calçei-me,vesti o casaco e as calças mais quentes, pus luvas de cabedal. Enrolei um lenço a volta do pescoço e pus o gorro preto...de lado,sempre de lado.
Saí para a rua deserta...para o silêncio absoluto e comecei a caminhar.A procura,o desafio,em busca do absoluto....acreditando e perdendo a fé ao mesmo tempo.

A percorrer as ruas naquele passo maquinal,seguindo pelo mesmo caminho sem sequer ter de pensar nisso.Imaginando a matilha de lobos invisíveis...e o vapor saindo-lhes da boca.

A realidade é a verdadeira solidão....e o frio cortante.O único som constante é o que fazem os meus próprios passos.
Mas há medida que caminho tudo se intensifica e para além da corrente de pensamentos começo a ouvir outros sons.Os sons da cidade e de uma outra divindade.

Passo pela minha escola primária,e pelas lembranças escurecidas pela noite,pelas ruas vazias e pelo café dos bêbedos...fechado,passo pelas garrafas vazias nos parapeitos das janelas e pela florista com bonsais do outro lado da vitrina.Tudo é vazio e as luzes fazem um ruído baixo.Uma delas falha e apaga-se.

As árvores soltam um cheiro bom com a humidade da noite...o chão está molhado e o alcatrão brilha negro.Do outro lado do passeio um esgoto soa como um rio.
Concentro-me nos sons e no pânico....olho para os prédios e oiço o som de alguém que se vira dentro dos lençóis .Espanto-me.

Mais a frente barulhos de panelas nas traseiras de um restaurante...um apartamento com luzes ligadas,um som distante de uma televisão acesa.
Começo a pensar no conteúdo das casas,nas pessoas que dormem,nas que fazem amor,nas que nascem e nas que morrem.Penso numa velhinha numa cama quente com medo de adormecer pela ultima vez...penso num miudo sentado na cama segurando-se para não enlouquecer nos suores dos seus pensamentos.

Penso num bebé gordo a dormir profundamente...oiço a respiração dele....tranquila...quente.



Sustenho a respiração até chegar de novo a casa,atiro as luvas quentes para cima da mesa.
Tudo isto é inútil e suspiro...pelo menos cansei o meu corpo e será mais fácil adormecer.Lembro-me de um outro corpo e do som de um outro coração...tão forte que quase conseguia ouvir o sangue a passar nas veias.

A escuridão e os meus passos,o frio.A dureza e a rigidez de todas as superfícies...o cheiro da noite.O medo e o labirinto.

Nada mais resta...excepto o sono que vem.

Aware
publicado por aware às 02:51
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