Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

if I ever lose my faith in you...




Qualquer coisa se desmoronou,como um castelo de areia,peças de um jogo, o som de sedas que caem.

Tudo espalhado pelo chão.

De um momento para o outro tudo o que é passado se torna a premonição registada do que está aqui...agora.
Quase não consigo acreditar...

Dizem-me que é agora mais do que nunca o momento para escrever, mas sinto-me tão absolutamente sozinha, tão terrivelmente confinada à realidade que as palavras não veem.

Não consigo acreditar que finalmente estou a olhar para o espinho original.

Sempre pensei que fosse impossivel, mas alí está, na pele nua o espinho enferrujado de toda uma vida. Não consigo sequer tocar-lhe.
Carrego-o como um segredo...já não consigo distinguir a solidão do medo e pergunto-me se nao lhes terei trocado os nomes por engano.

De repente tudo mudou, tudo se tornou visível, tanto os sonhos como os pesadelos, a caixa de cores caiu ao chão e as emoções nasceram outra vez de dentro dos torrões secos de côr. Só agora percebo como viví...agora que sou atormentada por todos os sons e cores e emoções do mundo.

Estou atordoada...

Não sei o que fazer com o que tenho nas mãos e na consciencia. Já não posso fugir.


Aware
publicado por aware às 22:55
| comentar | ver comentários (4)
|
Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Sublime crueldade



Esta é a condição...

Para fugir á minha propria duplicação, perco-me na distância...para que as mesmas palavras não sejam mais ouvidas. Amo-os demasiado para os fazer sofrer o mesmo duas vezes...

Tiranizo-me na esperança de que a vida aconteça, de que se encham as horas de factos mas as únicas realidades da minha vida passam só pelas minhas palpebras enquanto adormeço. Impossíveis de perceber ou capturar.
Todos os dias tenho de ser qualquer coisa que não sou eu  e quando o dia acaba já não me sobro para existir. Perco-me...dia após dia me perco, as letras desaparecem.

Desapareço de todos os sítios, os raros santuários, onde consigo ser honesta comigo própria e com o mundo.

Obrigo-me mesmo assim a regressar...

...e assim os únicos prazeres desaparecem na frustração do cansaço, o que sobra mostra únicamente a dor que se sublimou.
Através do caos ouve a elevação daquilo que não só se tornou claro,mas também se tornou Puro.

Perdida ficou a sensação de conquista que deve acompanhar a compreensão e a noção de espaço...numa tensão tão invisível como inexorável.

Uma corda que se estica, e vibra em carne viva.

Debaixo do sol áspero e seco do meio dia consigo sentir os ecos do sonho, as metades da palavra única girando no vazio...o som continuo de uma destruição...aquele chorar que se ouve sempre mas que nunca se chega a ver.

Vivo no espelho.


Aware
publicado por aware às 22:56
| comentar | ver comentários (1)
|
Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

dark light





Depois de um dia a respirar o bafo quente da máquina, banho-me na luz e mordo as minhas incertezas na brisa...queria ter a serenidade desta noite.

O dia queimou todas as minhas esperanças, e os sonhos esconderam-se sobre o sujo das minhas mãos, dentro dos músculos doridos.
Adio mais uma vez a minha viagem à escuridão...mas lanço-lhe palavras e tremo de a imaginar acordando.

Quero que o sono me salve esta noite...mais ninguém o pode fazer.


Aware
publicado por aware às 00:11
| comentar | ver comentários (3)
|
Segunda-feira, 5 de Junho de 2006

Love...Devotion...



...Feeling ...Emotion.

Como posso evitar?...o inevitável.


Erro pelo mundo como uma amazona sem cavalo. Um símbolo destituido do seu misticismo...do seu poder.
Dei por amor o meu pulso à corrente...tão mansamente.
A minha pele arde agora debaixo do sol, perdendo a sua nobreza irreal. Abdico do sonho e dessa alma...essas palavras não eram para mim.

Sinto-me pobre...dentro desta lei. A protecção que prometia não a sinto,embora me garantam que agora vivo. Perguntam-me se estou feliz...como se fosse essa a unica alternativa. Sorrio-lhes...e minto.

Sou muito mais do que isso.

No meu espaço ecoam todos esses gestos,não me definem...confundem-me. São o ruido inescapável que me impede de ouvir a minha alma, que se recusa a obedecer-me.
Dela obtenho unicamente a teimosia de uma saudade, já obscena e imortal.
Todas as palavras se recusam a ser escritas, todas ferem e fico aqui horas eternas, tentanto destilar sofrimentos e compreender os silêncios....sem nenhuma satisfação.

Caminho neste amor tão estreito...


Aware


publicado por aware às 23:54
| comentar | ver comentários (3)
|
Sábado, 3 de Junho de 2006

song nº 9



Ouvi há muito tempo palavras doces que não eram para mim.

Agora tento em vão capturar as emoções com palavras, com gestos e traços.
Sorrio da minha própria invisibilidade e abraço a ausência com tanta força que a minha alma doi.

É enebriante...

Sonho todos os dias com aquilo que não posso ter e quando acordo cada manhã me parece um castigo...se não fosse tão doce a memória consciente dessa paz.
Existe tortura maior? Estar tão perto assim...
Fui morta pela minha imperfeição e agora tento o desespero de ser impossível. Desfaço-me para tentar alcançar aquilo que já não existe...não há mais nada a fazer.

Não me resta mais do que me perder na beleza desse momento petrificado. A verdade fica cada vez mais distante, cada vez mais irreal. Eu sei...
Faz-me procurar em antigos livros os pequenos apontamentos, as notas de margem...os nadas mais significantes. Tudo o que encontro me doi.

Alguém melhor que eu esqueceria disto...alguém melhor.

aching (ãk'ing)adj. :enduring or causing pain; painfull: adv. with aching; ...painfully.


Aware
publicado por aware às 21:17
| comentar | ver comentários (2)
|
Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

Be carefull of your bedtime stories...



No meio da noite a cama começa a crescer e os lençóis, o terror, pega-se á pele...o medo transforma-se em dor. Foi um pesadelo...

Não chorei, encolhi-me e tremi.

Mas agora que tenho de voltar o terror quer que chore. A escuridão da minha própria casa vira-se contra mim e se mexe-se quando lhe volto as costas. Acendo todas as luzes...quero tudo menos adormecer. O silêncio é insuportável.
Sinto que serei sempre uma presa disto...não existem refugios. A noite dá com uma mão e tira com a outra.

Não existem braços seguros. A minha alma grita por protecção e não há um corpo que a ouça, não vem ninguém. Ninguém.

O cansaço vem. Sinto-me irreal, quero que pare!

Estas coisas roubam o coração, se isto continuar assim vou desfazer-me.

Agora sim choro.


Aware
publicado por aware às 23:25
| comentar | ver comentários (2)
|

Dezembro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
23
24
25
26
27
28
29
30
Hit Counter

...recent dreams

Home

The gates

sidartha

Burnt Wings

Ouro

Sleepwalker

Red

Luz e solidão.

Art of Peace

golden brown

...other dreams

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

...other dreamers

...other dreams

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

...other dreamers