Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005

lost in translation

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Não consigo dormir,então liguei a televisão.Pensei,finalmente vou poder ver este filme...muito mas importante do que o que é dito,o que é omitido.Poeta.Não vos vou falar do filme,como muitas coisas da vida é auto explicativo.Não resta nada...there is no translation.

No meu sofá lembrei-me que estava sozinha...estamos todos sozinhos.Sei que há coisas de mim em que eu não quero acreditar.Como se não acreditar fizesse desaparecer aquilo que não quero ver.Escolho não acreditar...
Também escolho acreditar em coisas que não existem,porque é a unica maneira de lhes dar vida própria.Coisas como a perfeição e o amor...como os sonhos.Porque estamos todos perdidos e a unica coisa que queremos é ter alguém para conversar...mesmo quando são quatro da manhã.
Há muitas coisas que se ensinam,e se não sabemos o mais certo é querer aprender,mas para além do que se aprende existem coisas que não se ensinam.Ninguém nos pode ensinar a ter uma alma.E ter uma alma cansa...aquele cansaço de quem está tão cansado que nem consegue dormir.Tento procurar as pessoas com quem quero falar na minha cabeça...mas elas não existem.Estão perdidas na minha ignorância da sua existência...'bem vinda á comunicação humana' foi o que ele disse...ok eu sinto-me tão humana que até doi,e como tal a unica coisa que se pode fazer em relação a isto é sorrir.Como alguém sorri quando põe demasiado picante na comida.

A dor faz-nos sorrir,ás vezes.A noite está tão fesca e tão vazia que não tenho sono.Estava-me a lembrar do que foi dito,que quando uma pessoa se sente viva não se consegue sentir só?Talvez outra pessoa consiga sentir isso...eu não sei, irónicamente é quando me sinto mais viva que me sinto mais só.Não é quando estamos tristes que sentimos falta dos outros é quando estamos felizes...é o que eu vejo.Na segunda noite de lua cheia é dificil não ver a solidão.É dificil acreditar no que não está lá e muito mais ainda aceitar o que está.

Fico com uma sensação tão estranha...vou dormir.

aware
publicado por aware às 03:17
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5 comentários:
De a 21 de Setembro de 2005 às 14:02
Percebo as tuas palavras.. e fiquei por momentos sem saber o que dizer porque fundamentaste tão bem o que sentias nesse instante.. acho que só posso sorrir por saber que existem pessoas que podem fazer sentir alguma coisa nos outros, por tocarem na alma dos outros nem que seja apenas com uma palavra e isso acontece em alguns dos teus textos. É bom porque nos motiva a escrever sempre mais e a demonstrar como somos todos tão unicos mas também tão iguais.
E a lua também é inspiradora:)
***Ser-se em Palavras
(http://www.longtakk.blogs.sapo.pt)
(mailto:golden_sky_@hotmail.com)
De a 20 de Setembro de 2005 às 21:55
Olá! Passei pela tua 'casa' ... eu chamo de 'cantinho'... :) E adorei o que aqui li... palavras de alguém muito sensivel e certamente com uma bonita alma... obrigada pela visita e pelo comentário... beijinhosAran_aran
(http://capricornioemim.blogs.sapo.pt/)
(mailto:aran_aran@sapo.pt)
De a 20 de Setembro de 2005 às 00:30
Obrigada ana,mas hei de sempre preferir as tuas palavras a quaisquer outras:)A capacidade das pessoas para reagirem emocionalmente ao que escrevo surpreende-me sempre...e não consigo ter nada menos que gratidão quando leio os comentários.Por isso me custam as ausências...ficam coisas por dizer talvez.Acho que espero demasiado dos outros...mas também sou surpreendida de vez em quando,uma abraço grande ***aware
(http://pilgrimhearts.blogs.sapo.pt)
(mailto:jani_fullmoon@hotmail.com)
De a 19 de Setembro de 2005 às 19:49
voltei aware...pk acabei de ler algo que me apeteceu dizer-te, apesar de não ser a autora, sou a voz amiga....................Sou a palavra amiga que se encontra na forma de um abraço sempre que uma lágrima descer o teu rosto. Sou a voz que se manifesta em todas as formas de natureza que se estende no desenrolar dos teus olhos.
Sou a almofada onde escondes as lágrimas longe dos rituais quotidianos. Estou escondida no escuro das sombras longe dos olhares indiscretos que à tua passagem me revelo sobre a forma de um grito silencioso escondido na folha de um poema. Sou a palavra amiga que ficou para sempre a boiar num baú onde vais buscar memórias sempre que o resto das amargas palavras te façam mal.
Sou isso. Uma palavra que ficou para sempre calada no turbilhão de olhares que cruzas ao pousar da noite com o esquecimento quase presente.
Sou um rio que passou rumo ao sul dos dias onde me vou perder para sempre perante a ingratidão de gestos e palavras que fui e que amanhã nada serei.
Serei só, talvez, a palavra amiga onde vais repousar as lagrimas que deixas correr mas sem brilho no olhar
ana luar
(http://aromademulher.blogs.sapo.pt/)
(mailto:luar_zita@msn.com)
De a 19 de Setembro de 2005 às 19:05
sabes fiquei sem saber o que te dizer depois de te ler...é que por vezes também me sinto assim,o melhor é mesmo dormir pk amanhã o sol volta a nascer com outro sorriso e quem sabe nao nos contagia.um beijo cheio de ternura e um campo cheinho de girasóisana luar
(http://aromademulher.blogs.sapo.pt/)
(mailto:luar_zita@msn.com)

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