Sábado, 10 de Setembro de 2005

extase...

aSpaceMoonBlS.jpg

Ainda me banho nos rios do medo.A transcendência ainda não é minha...mas é o unico caminho.

'a unica cura para um realista é o sonho...a cura para um pessimista só pode ser o amor'
...o amor ainda não me libertou.

Libertei-me da miragem e pela primeira vez em muito tempo consegui ver para além de mim.Nesse momento...esse extase revelou-me,só aí me conheci.
Só aí vi claramente o passado e a sua verdade...a verdade atrás das máscaras.
Vi tudo como quem se encontra num deserto de realidade e tudo se torna claro debaixo do sol.''Truth will set you free''...não,não é verdade.O amor é a verdadeira liberdade.

Podia contorcer-me na injustiça de pensar que se outros são livres...se lhes é concedida a maior dádiva,se o momento chega em que o amor os toca porque não me acontece o mesmo?Porque terei de continuar a arrastar-me no lodo da incerteza?
Choro ao ver os momentos passarem,silenciosamente suporto a dor...

Foi-me dado o privilégio de ter um vislumbre de ouro,de prata,de luz...entre dois enternos indefinidos.Agora estou acordada,mas não livre.Muitas vezes penso se não será mais cruel assim,mas estou tão agradecida pela verdade que o suporto de bom grado...infinitamente melhor que um universo de escuridão.
No cansaço absoluto sinto a felicidade de saber que estou viva,a solidão de saber que amo profundamente quem existe e quem nunca vi.A força e a incerteza do potencial não realizado...opostos que se atraem.Tudo é tão triste e tão bonito que me desconcerta...

nós não descobrimos o amor...ele descobre-nos...resta-me esperar.
aware
publicado por aware às 00:29
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5 comentários:
De a 13 de Setembro de 2005 às 00:42
:)...(blush)aware
(http://pilgrimhearts.blogs.sapo.pt)
(mailto:jani_fullmoon@hotmail.com)
De a 12 de Setembro de 2005 às 06:28
Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.............. ESTÁ MAGNIFICO O TEU DESABAFOana luar
(http://aromademulher.blogs.sapo.pt/)
(mailto:luar_zita@msn.com)
De a 10 de Setembro de 2005 às 15:21
Houve um tempo em que não acreditava em falar nem escrever,pensava que seria inutil,que iria contagiar os outos com desespero.O desespero de quem quer reaspostas.Na verdade ser capaz de me exprimir é a melhor via para uma cura...na acção ha sempre visibilidade,assim deixo-me ver,deixo que me vejam.
Acreditar na revelação custou-me caro mas não me mudou...continuo a acreditar,acho que hei de sempre acreditar que confiar é o unico caminho para a felicidade.Quanto ao cansaço,acho que é uma forma cobarde de fugir á verdade...eu não sou assim tão forte como pareço,as questões de que me ocupo são infinitamete mais fortes que eu...por isso me perco.Obrigada por estarem aí,obrigada por me verem,isso é valioso:)****aware
(http://pilgrimhearts.blogs.sapo.pt)
(mailto:jani_fullmoon@hotmail.com)
De a 10 de Setembro de 2005 às 03:15
Que belo desabafo.. falas que foi-te dado o privilégio de ter um vislumbre de outro, prata e luz mas um dos maiores privilégios que também podemos ter é o de conseguir partilhar o que se sente pelas palavras, por isso no meu blog tenho: Ser-se em Palavras.. porque acho que é um dom ter esta capacidade de comunicar, de certa forma transmitir a quem me lê o que penso e sinto, de certa forma escrever a vida.
Só isso nos transmite, já por si, grande felicidade.
Gostei muito da maneira como escreveste mas espero que o facto de te sentires viva, de poderes viver este mundo, de seres tu, te possa dar a força suficiente para superar o cansaço que mencionaste.
:) ***
Ser-se em Palavras
(http://www.longtakk.blogs.sapo.pt)
(mailto:golden_sky_@hotmail.com)
De a 10 de Setembro de 2005 às 02:53
mesmo que nós sinta-mos amor, não sentimos a liberdade; o amor aprisiona-nos um vicio impossivel de fugir, impossivel d controlar. leva-nos por um sem fim de tumultos espirituais, outras vezes fisicos, em que nos testa a nossa capacidade de sobrevivência. estarei eu a divagar?! não acho... acho pois, que a liberdade suprema é quando se atinge o extase e o sentimento de "união" com aquele que amamos. é ai, minha querida, que na união do teu amor, que irás atingir a liberdade que tanto queres. agora, se quiseres atingir a felicidade só por ti mesma, conseguirás se afastares os teus fantasmas que te perseguem durante anos e eu sei, conheço-te, és um ser humano forte, lindo, maravilhoso, capaz de tanta coisa que eu nunca irei ser capaz de conseguir... podes nao acreditar, sou mais fraca e mais cobarde que tu... questionas-te de coisas muito importante, na tua procura pela verdade das coisas, enquanto que eu permaneço no mundano, aceitando e vivendo conforme aquilo que vejo. Karura
(http://www.blackpenguin.blogs.sapo.pt)
(mailto:anywherebuthome@gmail.com)

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