Domingo, 30 de Abril de 2006

Looking at you looking at me.




Continuo a perguntar-me porque é que só sinto que fiz alguma coisa quando  a vejo nos olhos de outra pessoa.

O que é que significa ganhar um lugar no mundo por mérito ou fazer uma viagem?...nada.

Não significa nada,nem se quer o sinto. Independentemente do tamanho ou da importãncia...de que serve ir á lua sozinha se não há alguém à nossa espera na terra?

A verdade é que só senti que tinha viajado porque quando regressei uma única pessoa recebeu-me como se de facto tivesse estado longe...foi só nesse momento que entrevi o tamanho do que tinha conseguido fazer.
Nunca dei valor às coisas que fiz enquanto crescia...só à reacção das pessoas. Nunca o compreendi e por causa disso a minha vida deixou de ter significado.

O meu significado desapareceu.

Agora vejo muito melhor...o que foi,o que é. Mas a verdade é que isso permanece...a sensação de êxito permanece sempre tão longe como as pessoas da minha vida. Porquê?

Quando era pequena conheci uma pessoa, conheci a pessoa que queria ser no futuro. Absolutamente única e perfeita...ficou comigo durante um tempo mas foi-se afastando aos poucos até que quando olhei ela já lá não estava.Agora consigo vê-la...voltou.
Depois de tanto tempo regressou, ainda mais fantástica e exótica do que quando a conheci. Ainda mais difícil e inacessível...como uma montanha.

E por incrível que pareça, sei que estou mais próxima...vê-la maior e mais nítida que nunca faz-me ter a certeza de que estou mais perto...de que caminhei,mesmo de olhos fechados para ela.

Parece-me que só agora começa a grande tarefa, mais ainda, parece que a viagem não pode começar sem os outros. Aliás...continuará através deles.

Nada nunca me fez tão desconfortável.

Nem sequer o consigo descrever. Chamo-lhe a minha verdadeira doença...não é vergonha, não é repudio, não é ...falta-me o nome! O nome desta solidão, esta dor.
Não reconheço no passado o momento exacto em que entrou na minha vida mas tento procurar e explicar. Antes nem o conseguia destinguir de mim mas agora consigo separá-lo tempo o suficiente para perceber que foi qualquer coisa herdada e assimilada hà muito tempo. Houve,claro, circunstãncias na minha própria vida que o potênciaram, transformaram-no em algo só meu...talvez me engane. É o que consegui até agora.

Parece-me não ser nada,aquilo que consegui...podia estar em qualquer lugar com quem quer que seja e no fim estou em lugar nenhum com absolutamente ninguém.

Quando a noite fica assim tão fresca e viva é difícil suportar isto. Mas acredito que as coisas mudarão....teem de mudar. Alguém disse algures que fazemos o que não nos é natural até que se tranforme na nossa natureza...acredito nisso.

Tudo mudará...tudo está a mudar...tudo mudou.

Estas saudades doem demais.


Aware
publicado por aware às 00:50
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1 comentário:
De Samuel a 30 de Abril de 2006 às 18:35
Deixa que essa pessoa (tu própria, ou uma imagem de ti?) entre de novo na tua vida, mais "exótica" que nunca!
Faz o que queres e faz com que isso se transforme na tua própria natureza. Mas apesar de tudo não fujas de ti. Beijo-***

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