Sábado, 6 de Maio de 2006

tecido molhado



Hoje acordei e soube que nunca mais cortarei o cabelo.

Passei o dia a lavar roupa...a pendurá-la para secar. Agora é noite e oiço no rádio fragmentos do sítio onde eles estão sem mim. Da rua veem vozes...consigo ouvi-los.

Esta tarde dourada enchi um alguidar grande de água, sentei-me no chão à frente das janelas abertas e lavei uma por uma todas as brancuras.
Quando acabei senti-me gasta e as mãos doiam-me frias. Senti-me satisfeita por ter acabado...gosto de coisas simples. São coisas que sabemos que ficarão feitas se as fizermos. Não existem promessas...só água e sabão.

Podia passar os meus dias assim...se me dessem água e campos de linhas.

Nunca mais teria um único pensamento.

Não teria mais saudades.

Agora estou demasiado cansada para chorar, demasiado cansada para dormir...lá em baixo na rua existem risos e brincadeiras. Passo os dedos pelo cabelo e ele cai...fica-me nas mãos. No meu indicador direito descubro uma mancha preta...é tinta. Estranho...

Há coisas que não saem.

Na parede nadam peixes, dentro do calendário. Presos no mês de Maio.

Como eu...


Aware
publicado por aware às 23:05
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