Terça-feira, 22 de Agosto de 2006

The sublime heartache.



Nunca foi tão belo...nem tão difícil.

O sol de cada manhã entra pelas janelas abertas e ilumina o meu sono sem palavras.
Acordo e vivo como um preso recém libertado, perdendo-me na imensidão do azul...o céu...sublime.

Ainda não acreditam que saí...ainda não sabem.

Tive de voltar atrás para descobrir aquilo que tinha perdido e eu mesma não acreditava que houvesse alguma coisa para encontrar até que a vi.
No meio do caminho, num sítio onde eu já tinha passado infinitas vezes, vi-a e até mesmo quando a vi duvidei. Peguei-lhe incrédula e soube que era real...para além dos sonhos.

Tudo mudou.

Tanto mas tão subtilmente que quase não o consigo descrever. Chega a ser desconcertante, é absolutamente nítido, como se as imagens tivessem sido pintadas de novo. Os nomes deixam revelar a sua alma e as palavras tornaram-se intensas...e imprescindiveis.

Inesperadamente isso tornou-as mais difíceis de pronunciar...e a dúvida não morreu, vejo-a todos os dias, fechando olhos e corações indiscriminadamente.
Nunca me senti mais leve...como um pobre...porque as riquezas são tão ténues e invisíveis como o ar. Estou a voltar...esse ar sou eu.
Ainda a dúvida e o terror querem fazer pesar o meu coração e ainda estou sozinha, parece-me que nunca tive mais motivos para chorar. Tudo isso me passa diariamente pela pele e me arrepia...mas não me invade.
Isso parece quase magia, porque o esforço de um truque nunca se vê e  porque só podemos chamar arte a algo a que não se veja a dificuldade.

Não quero chorar.

É essa vontade que me governa...agora não quero chorar, podia mas não quero. Isso faz-me sorrir porque torna a vida mais difícil.
Lembra-me do que escolhi e sei que estou no caminho certo, sei...nunca foi tão difícil
                  ...nem tão belo, sublime.


Aware
publicado por aware às 09:13
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6 comentários:
De rita a 23 de Agosto de 2006 às 23:17
[Hm queria dizer qualquer coisa mas qualquer palavra parece que vai quebrar o encantamento das tuas, por isso fica só isto e faz de conta que não está aqui: eu sei;) ]
De Bubbles a 25 de Agosto de 2006 às 04:09
'porque só podemos chamar arte a algo a que não se veja a dificuldade'

não podia concordar mais. é por isso que a tua escrita é arte: não se vê a dificuldade, parece apenas fluir de ti.

beijinho :)
De Maria Papoila a 25 de Agosto de 2006 às 20:05
Regressada de férias vim deleitar-me lendo-te ! Escreves com magia e divinamente com uma sensibilidade que nos preenche e encanta a alma. Quando visitares o campo, clica no selo que diz amigos e vais ter uma surpresa. Beijos
De Ana Luar a 28 de Agosto de 2006 às 14:33
Concordo plenamente com aRita... tudo o que disser vai soar a nada perante o que li. Que saudades tinha de te ler!
De lua de papel a 29 de Agosto de 2006 às 14:32
O teu blog também me faz lembrar de um livro do Hermen Hesse e o qual gostei muito. É assim a vida, na virtualidade como na realidade, há momentos interessantes! Eu gostei do li aqui! Beijo da Lua
De ksejima a 29 de Agosto de 2006 às 15:02
....gostei da tua visita....
....gostei de descobrir um sítio onde posso perceber melhor a lua...sempre fiz confusão com quarto crescente e quarto minguante....

;*

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